É sempre bom encarar desafios, nem que seja só para sentir um frio na barriga!
24 de maio de 2011
Professor
15 de março de 2011
Das histórias que não terminam
Certa vez acordei escritora
Despertei de dias sem inspiração
Só bastou aquele olhar
Para que uma poesia viesse despertar
No entanto, nunca terminei
A poesia foi escrita nos meus olhos
Nem o papel rabisquei
Despertei de dias sem inspiração
Só bastou aquele olhar
Para que uma poesia viesse despertar
No entanto, nunca terminei
A poesia foi escrita nos meus olhos
Nem o papel rabisquei
(ana maria de abreu siqueira)
31 de dezembro de 2010
soninho
O sono da tarde é só o sonho querendo chegar mais cedo...
13 de agosto de 2010
Todas as palavras escritas foram jogadas ao chão. Esparramadas feito tapete . Ela olhou tristemente para o quarto e fechou os olhos para escutar os trechos que murmuravam promessas. Deitou ali mesmo, sem se preocupar se as folhas rasgariam. Queria mesmo era ver as rimas despedaçadas. E simplesmente chorou...
raízes
29 de julho de 2010
Um só

Em uma noite quente
O céu comemorava nossa união
Nos presenteou com estrelas
Quando senti seu olhar nos meus
Percebi que era real
Era nosso sonho em nossas mãos
O amor que sempre sonhei diante de mim
E eu pude tocá-lo...
Então escolhi não mais soltá-lo
E diante de tantos olhares, lágrimas sinceras e sorrisos
Começamos uma só vida...



(ana maria de abreu siqueira)
Fotografias: Fábio Meireles*
* Meu fotógrafo preferido, não somente pelo profissional, mas também pela pessoa encantadora! Para conferir seu trabalho visite o blog: fabiomeireles.com/blog
28 de julho de 2010
4 de maio de 2010
Ofício: palhaço!
Quando o pano fecha é que o palhaço pode chorar
É no camarim que ele pode ser de verdade
Quando em frente ao espelho
E a máscara cai borrada
Pelo suor e pelas lágrimas
Ali, os olhos negam-se a segurá-las
Mostra-se homem, com suas mágoas e fraquezas
As rugas agora mostram-se
E não são rugas de gargalhadas
São rugas de vida
Mostrando que o homem que faz rir sabe chorar
E quando o palhaço chora
O faz sozinho para não apagar o encanto
São duas vidas
A que doa alegria e a que não disfarça a dor
No camarim a vida é cheia de desencantos
É no camarim que ele pode ser de verdade
Quando em frente ao espelho
E a máscara cai borrada
Pelo suor e pelas lágrimas
Ali, os olhos negam-se a segurá-las
Mostra-se homem, com suas mágoas e fraquezas
As rugas agora mostram-se
E não são rugas de gargalhadas
São rugas de vida
Mostrando que o homem que faz rir sabe chorar
E quando o palhaço chora
O faz sozinho para não apagar o encanto
São duas vidas
A que doa alegria e a que não disfarça a dor
No camarim a vida é cheia de desencantos
E o show recomeça diariamente
No palco vê-se as cores, os sonhos
E naquele breve momento o palhaço se sente amado
Pelo brilho dos olhos das crianças
Pelo som das gargalhadas
Pelo cheiro de pipoca
Pelo gosto do algodão doce
(ana maria de abreu siqueira)
29 de setembro de 2009
Voou...
Foi no crepúsculo alaranjado que meu passarinho voou
E foi alto e mansinho
Entoando sons doces, de quem ama
Meu passarinho encontrou seu lugar
E esteja onde estiver, sei que me chama
E me ama
Sinto pelas boas lembranças
E se uma lágrima eu derramar
É saudade...
Saudade do seu cantar
E foi alto e mansinho
Entoando sons doces, de quem ama
Meu passarinho encontrou seu lugar
E esteja onde estiver, sei que me chama
E me ama
Sinto pelas boas lembranças
E se uma lágrima eu derramar
É saudade...
Saudade do seu cantar
(ana maria de abreu siqueira)
25 de agosto de 2009
Ao ver os sonhos ao chão não podia crer que segundos antes estavam todos em suas mãos. Por alguns momentos ficou ali parada a fitá-los, eram seus sonhos! Fez menção de juntá-los, mas uns já estavam despedaçados, outros perderam-se rua abaixo. Segurou uns pedaços, com quem junta cacos de vidro, e seguiu para casa. Quis chorar, mas não derramou uma lágrima sequer. Só caminhou, cabisbaixa, pensado...
"... eles estavam em minhas mãos..."
5 de agosto de 2009
Quero Ser Poeta
Não quero ser um homem qualquer
Seguindo passos de outros
Indo por um caminho já trilhado
Quero andar com meus próprios pés
Pisar em solo virgem
Transformar utopias em realidade
Abrindo espaço
Quero tocar a vida com as mãos
Minhas mãos
Ter sonhos inatingíveis
Rejeito a idéia de aceitar e calar
Quero questionar
Quero ser poeta
Ser amiga íntima do meu caderno
As palavras escritas serão minhas vozes
E quero gritar
Alto, bem alto
Não vou sair desta vida
Sem eternizar meu eu
Podem até esquecer meu rosto
Mas minha essência não morrerá
Será uma eterna lembrança
Palavras não morrem nunca
Nem que jogadas ao vento
Quero meus sonhos vivos
Porque eles são maiores do que o céu
E eu sou maior do que meus sonhos
Seguindo passos de outros
Indo por um caminho já trilhado
Quero andar com meus próprios pés
Pisar em solo virgem
Transformar utopias em realidade
Abrindo espaço
Quero tocar a vida com as mãos
Minhas mãos
Ter sonhos inatingíveis
Rejeito a idéia de aceitar e calar
Quero questionar
Quero ser poeta
Ser amiga íntima do meu caderno
As palavras escritas serão minhas vozes
E quero gritar
Alto, bem alto
Não vou sair desta vida
Sem eternizar meu eu
Podem até esquecer meu rosto
Mas minha essência não morrerá
Será uma eterna lembrança
Palavras não morrem nunca
Nem que jogadas ao vento
Quero meus sonhos vivos
Porque eles são maiores do que o céu
E eu sou maior do que meus sonhos
(ana maria de abreu siqueira)
As Valsas Invisíveis
Certa vez um rapaz chamado Eduardo Trindade visitou meu blog e virei sua fã desde que lí suas primeiras palavras. Ontem estava eu a organizar meu livros e "reabri" o livro desse poeta: As Valsas Invisíveis! O mesmo é vendido em diferentes livrarias, mas preferi comprar direto do autor e, por isso, recebi "um abraço em forma de poesia" (palavras do mesmo)!
É difícil escolher uma posia preferida, mas existe uma que me encanta por demais: "Neve".
(eu já encontrei meu floquinho de neve!)

Outra poesia que me encatou foi "Versos", na qual ele descreve versos que caminham pelas ruas e se encontram, formando rimas... DIVIDO! Precisa ler para ver que associação simples, delicada e bem escrita sobre como nasce uma poesia!
Obrigada pelas palavras, Eduardo!
20 de julho de 2009
sobre necessidades e desejos
(ana maria de abreu siqueira)
Lí um texto sobre necessidades e desejos que me fez pensar como muitas vezes somos tão apegados a coisas materiais e que chegamos a deixar de lado o que realmente tem valor na nossa vida. Esquecemos de enxergar quem está ao nosso redor de tão preocupados que estamos com a hora, com uma reunião, com uma roupa ou objeto que desejamos comprar, com o penteado, com as unhas, com nossos vícios.
Às vezes sofremos por coisas tão pequenas e só percebi isso há pouco tempo, precisei apanhar da vida, precisei passar por algumas situações para realmente aceitar o que eu já sabia, pois existem coisas que a gente sabe, só esquece ou fica tão encantado com nossos bens materiais que fingimos não saber.
Aprendi que o ser vivo é dependente de certas coisas ou seres no que se diz respeito à sua vida. São diversas as nossas necessidades: matérias físicas, espirituais, sentimentais, humanas (fisiológicas). A necessidade é importante para a própria essência do homem.
Minha irmã Ana Carla me ensinou que um grande filósofo, Spinoza, descreveu que o desejo é tristeza ligada à falta de coisas que queremos tanto que pensamos não ser capaz de viver sem possuí-las. Ela, também filósofa, me ensinou que os desejos podem chegar a ser extravagantes, peculiares e, inclusive, nos escravizar. Ensinou-me ainda que não somos capazes de escolher nossos desejos, mas podemos aprender a lidar com eles, que é difícil aprender a perceber a diferença do que é desejo e o que é necessidade, mas quando aprendemos a valorizar pequenas coisas fica fácil de distingui-los.
O que tenho de mais importante e realmente necessário são: minha família, meus amigos, o homem com quem vou compartilhar minha vida, meus conhecimentos e meus valores. Sei que é com eles que vou encontrar paz, segurança, alcançar meus objetivos e realizar meus desejos (desejos também podem ser positivos) de maneira justa sem ser escrava de coisas fúteis.
Lí um texto sobre necessidades e desejos que me fez pensar como muitas vezes somos tão apegados a coisas materiais e que chegamos a deixar de lado o que realmente tem valor na nossa vida. Esquecemos de enxergar quem está ao nosso redor de tão preocupados que estamos com a hora, com uma reunião, com uma roupa ou objeto que desejamos comprar, com o penteado, com as unhas, com nossos vícios.
Às vezes sofremos por coisas tão pequenas e só percebi isso há pouco tempo, precisei apanhar da vida, precisei passar por algumas situações para realmente aceitar o que eu já sabia, pois existem coisas que a gente sabe, só esquece ou fica tão encantado com nossos bens materiais que fingimos não saber.
Aprendi que o ser vivo é dependente de certas coisas ou seres no que se diz respeito à sua vida. São diversas as nossas necessidades: matérias físicas, espirituais, sentimentais, humanas (fisiológicas). A necessidade é importante para a própria essência do homem.
Minha irmã Ana Carla me ensinou que um grande filósofo, Spinoza, descreveu que o desejo é tristeza ligada à falta de coisas que queremos tanto que pensamos não ser capaz de viver sem possuí-las. Ela, também filósofa, me ensinou que os desejos podem chegar a ser extravagantes, peculiares e, inclusive, nos escravizar. Ensinou-me ainda que não somos capazes de escolher nossos desejos, mas podemos aprender a lidar com eles, que é difícil aprender a perceber a diferença do que é desejo e o que é necessidade, mas quando aprendemos a valorizar pequenas coisas fica fácil de distingui-los.
O que tenho de mais importante e realmente necessário são: minha família, meus amigos, o homem com quem vou compartilhar minha vida, meus conhecimentos e meus valores. Sei que é com eles que vou encontrar paz, segurança, alcançar meus objetivos e realizar meus desejos (desejos também podem ser positivos) de maneira justa sem ser escrava de coisas fúteis.
(ana maria de abreu siqueira)
14 de julho de 2009
Olhares
- Casa comigo!
Ao ver seus olhos, calmos e brilhantes mal pude acreditar. Naquele instante só pude pensar:
- Como eu amo esse homem...
Minha voz amarrada na garganta me prendia o fôlego, mas meu olhar lacrimoso disse sim! Sim eternamente!
2 de julho de 2009
...
Imagem: Ana Maria de Abreu Siqueira (Cores do meu jardim - julho 09)Por mais que existam lágrimas algumas vezes, não significa que não seja agradecida. AMO minha vida, AMO meus amigos, AMO meu futuro esposo, AMO cada conquista, AMO cada lágrima, pois me fazem crescer...
Hoje só quero agradecer pela vida que Deus me dá diariamente!
Hoje só quero agradecer pela vida que Deus me dá diariamente!
(ana maria de abreu siqueira)
24 de junho de 2009
Limão, limonada
(Imagem: ana maria de abreu)
No seu quintal havia um limoeiro. Todos os dias enchia a cesta com os limões que ela mesma plantava e colhia. Saía de casa a distribuí-los, não sorria, apenas os entregava a quem passasse na rua, somente para livrar-se dos frutos azedos. Não sentia prazer, talvez não o fizesse por mal, apenas não sabia como livrar-se de algo com sabor amargo.
Seria tão mais feliz se distribuísse limonadas, daquelas geladas e adoçadas, que refrescam feito brisa em dia quente.
(ana maria de abreu siqueira)
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