20 de julho de 2009

sobre necessidades e desejos

Imagem: vida no meu quintal
(ana maria de abreu siqueira)

Lí um texto sobre necessidades e desejos que me fez pensar como muitas vezes somos tão apegados a coisas materiais e que chegamos a deixar de lado o que realmente tem valor na nossa vida. Esquecemos de enxergar quem está ao nosso redor de tão preocupados que estamos com a hora, com uma reunião, com uma roupa ou objeto que desejamos comprar, com o penteado, com as unhas, com nossos vícios.

Às vezes sofremos por coisas tão pequenas e só percebi isso há pouco tempo, precisei apanhar da vida, precisei passar por algumas situações para realmente aceitar o que eu já sabia, pois existem coisas que a gente sabe, só esquece ou fica tão encantado com nossos bens materiais que fingimos não saber.

Aprendi que o ser vivo é dependente de certas coisas ou seres no que se diz respeito à sua vida. São diversas as nossas necessidades: matérias físicas, espirituais, sentimentais, humanas (fisiológicas). A necessidade é importante para a própria essência do homem.

Minha irmã Ana Carla me ensinou que um grande filósofo, Spinoza, descreveu que o desejo é tristeza ligada à falta de coisas que queremos tanto que pensamos não ser capaz de viver sem possuí-las. Ela, também filósofa, me ensinou que os desejos podem chegar a ser extravagantes, peculiares e, inclusive, nos escravizar. Ensinou-me ainda que não somos capazes de escolher nossos desejos, mas podemos aprender a lidar com eles, que é difícil aprender a perceber a diferença do que é desejo e o que é necessidade, mas quando aprendemos a valorizar pequenas coisas fica fácil de distingui-los.

O que tenho de mais importante e realmente necessário são: minha família, meus amigos, o homem com quem vou compartilhar minha vida, meus conhecimentos e meus valores. Sei que é com eles que vou encontrar paz, segurança, alcançar meus objetivos e realizar meus desejos (desejos também podem ser positivos) de maneira justa sem ser escrava de coisas fúteis.


(ana maria de abreu siqueira)

10 comentários:

Cris Siqueira disse...

a carlinha é sábia n é?

Sidarta disse...

Oi, Ana!

Esse é um tema que me chama muito a atenção. Já faz um bom tempo que me dedico a ele, desde os estudos de marketing (que fala sobre consumo), passando pelo Espiritismo e, por último, pela Filosofia (ainda que bem longe do rigor acadêmico de sua irmã).

Inclusive gostaria muito que ela participasse dessa discussão porque me interesso muito pelo assunto.

Então vamos ao meu pensamento.

Tudo o que eu necessito eu preciso, mas nem tudo o que eu desejo, eu preciso de verdade.

Por exemplo: eu posso desejar um computador de última geração, mas sei que não necessito dele, pois não preciso usar todas as ferramentas que ele possui. Já um programador experiente e talentoso pode necessitar de um, se seu trabalho demandar uma ferramenta de apoio desse porte.

No mundo de hoje, onde a publicidade está o tempo inteiro estimulando-nos a comprar desenfreadamente, precisamos mais do que nunca questionar os nossos desejos.

Eu proponho 3 perguntas que cada um de nós deve se fazer antes de comprar qualquer produto ou serviço:

1) EU PRECISO MESMO?
2) EU QUERO, EU GOSTO?
3) EU POSSO PAGAR?

Se eu PRECISO REALMENTE de algo, então eu tenho que satisfazer esta demanda, senão ela persistirá comigo até que eu encontre uma solução, nem que eu não goste dela.

Vamos tentar fazer uma classificação das necessidades e dos desejos, sempre tratando de consumo, para uma melhor compreensão.

1) NECESSIDADE DESEJADA: você reconhece uma demanda interna real com satisfação e a aceita;
2) NECESSIDADE ACEITA: você reconhece uma demanda interna real sem satisfação, mas a aceita;
3) NECESSIDADE NEGLIGENCIADA: você reconhece uma demanda interna real sem satisfação, e não a aceita;
4) NECESSIDADE OCULTA: você não reconhece uma demanda interna;
5) DESEJO ILUSÓRIO: você combina uma oferta externa real com uma demanda interna inexistente com satisfação, e a aceita;
6) DESEJO OBRIGADO: você combina uma oferta externa real com uma demanda interna real sem satisfação, mas a aceita;
7) DESEJO NECESSÁRIO: você combina uma oferta externa real com uma demanda interna real com satisfação, e a aceita;

Nós economizaríamos muito mais tempo e dinheiro nas nossas vidas se aprendêssemos a consumir de acordo com nossa necessidade real. Mas para tanto precisamos nos conhecer a nós mesmos.

Neotenia disse...

Poeta, acho que vc tem razão quanto à se conhecer, qd nós somos capazes de saber quem somos e o que queremos, não é tão difícil de distinguir os desejos das necessidades.

Um ponto importante para ressaltar aqui é que mts pessoas associam desejo a algo ruim, errado, mas nem sempre desejar e conseguir ter o "objeto de desejo" é algo negativo! Não vejo nenhum mal em satisfazer os desejos! O que não pode é se tornar escravos dos mesmos!

É improtante também as pessoas aprenderem sobre empatia, se realizar um desejo seu está associado a fazer o mal às outras pessoas (ou comunidade ou natureza) isso sim é negativo!

Sidarta disse...

Concordo com você, Aninha, com relação a questionarmos se o objeto de nossos desejos faz mal a outras pessoas ou à natureza. Isso se chama consumir pensando na sustentabilidade do planeta.

Concordo também com relação a buscarmos satisfazer os nossos desejos. Desejar é próprio de ser humano.

Devo me perguntar apenas qual o impacto de meus desejos em mim mesmo e ao redor, em sendo meus quereres atendidos.

Marcela Mastroiany disse...

Aninha, obrigada! Manda um bjão pra sua irmã Cris tb hehe!
Qto ao tema, a gente se dá conta da falta de importância das coisas materiais qdo a coisa aperta pro lado da saúde. Sabe, já aconteceram uns enganos comigo de arrepiar. Uma vez fiz um raio x de tórax e tinha uma mancha no pulmão. O médico ficou bolado e eu durante alguns minutos já me imaginando com cancer, logo eu que nunca fumei!!!!! Aí, ufa, era o aparelho que tava com defeito huahauha...imagina...que importância tem o dinheiro e outras coisas materiais se eles não compram nossos bens mais preciosos, que são nossa paz e nossa saúde? Bjssss

Fairy Tale Bolsas e Blusas disse...

Oi... Visite nosso blog!

Eduardo Trindade disse...

Concordo contigo, Ana, e gostei de ler tuas palavras, tão bem colocadas, sobre o assunto.
Gostei mais ainda de ver a tua troca com o Sidarta: dois de meus amigos blogosféricos!
Abraços!

Renata de Aragão Lopes disse...

Eis o nosso desafio constante!
Beijo,
doce de lira

Sabrina Davanzo disse...

Bela Reflexão,Ana! " o essencial é invisível aos olhos..." :)

Beijos!

Katyúscia Viana disse...

Ana,Lindo texto. Vc mostra em todo o seu blog a pessoa maravilhosa que és.

Katy.